Nike lança novidade: o tecido (não tecido) Forward, que chega para diminuir em 75% a emissão de GEE

Como diminuir a emissão de gases de efeito estufa pela indústria têxtil e moda?

Essa é uma das principais perguntas que bate à porta (de forma já desesperada) às empresas de todo o mundo, e também às de moda.

Compensação é sim uma alternativa, mas muito mais como um efeito corretivo.

Mas, também, há ações preventivas, que podem ser pensadas, entre tantas formas, no projeto do produto.

E foi isso que a Nike fez.

A Nike criou um substrato, o Forward, que basicamente elimina/substitui duas etapas da cadeia têxtil, a fiação e a tecelagem, por uma nova forma de construção, patenteada, que funciona como uma espécie de feltro, e que chega para competir com tecidos como o fleece.

Esse substrato criado, também elimina o processo de tingimento, além de aviamentos, tornando a peça “limpa”. 

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E a matéria-prima? O Forward possui no mínimo 70% de material reciclado.

Segundo a marca, a emissão de gases de efeito estufa cai em 75%.

O que acaba sendo resultado da diminuição e/ou eliminação dos processos:

MATÉRIA-PRIMA – nessa fase da cadeia, a emissão de gases é diminuída, pois não há extração do petróleo e diminuição dos efeitos do processo de preparação da fibra – essa fase é responsável por 38% da emissão de gases pela indústria têxtil (Global Fashion Agenda e McKinsey & Company);

FIAÇÃO – eliminação dessa fase responsável por 8% da emissão de gases pela indústria;

TECELAGEM – é eliminada e costuma ter um um impacto de 6% na emissão de gases;

TINGIMENTO – também eliminada e tem um peso de 15% de produção de GEE!

Fora os aviamentos que foram retirados e que contribuem também para a diminuição desse percentual, e que facilitam certamente depois a reciclagem.

Eu até poderia colocar em dúvida algumas questões em relação à durabilidade do material, visto que a estrutura se assemelha a um feltro agulhado ou a qualidade dos acabamentos onde o zíper foi substituído por corte à laser, por exemplo. Mas em se tratando de um projeto de 5 anos, testes não devem ter faltado.

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Pra fechar, essa foi uma baita lição de que: podemos REPENSAR os processos, estudando possíveis trocas e interações que não as tradicionais na cadeia têxtil a fim de diminuir a emissão de GEE, apostando muito mais em ações preventivas. 

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