Você com certeza já ouviu falar sobre upcycling de roupas. E de tecidos?
Atire a primeira pedra quem não tem o seu estoque de tecidos particular. Aquele tecido que você viu na loja, e pensou: “preciso levar ele para casa, ia ficar lindo em uma calça!”
O problema é que, volta e meia, aquele tecido que compramos, fica lá parado, sem nenhuma utilização. E aí, mancha, mofa, desbota, e, por vezes até é comido por traças.
Isso pode acontecer no nosso dia-dia, em nosso ateliê, ou como consumidoras de tecidos individuais, MAS, também, pode acontecer em uma empresa.
Colocar fora não é uma opção, pois NÃO EXISTE FORA.
E então, o que algumas empresas acabam fazendo é transformar esses tecidos em novas superfícies, driblando possíveis problemas em relação a furos, manchas e outras “marcas” do tempo.
É aí que entra o upcycling de tecidos.
Eu trago aqui alguns cases de marcas que admiro e que trouxeram nas últimas coleções este conceito ressignificando tecidos.
A Sarah Burton para Alexander McQueen nas últimas coleções transformou tecidos que estavam em estoque, sem uso. A união de diferentes tecidos e uso de técnicas de estamparia e bordados auxiliam nesses trabalhos.
Na imagem abaixo podemos ver a junção de rendas e tules para a construção de uma nova superfície têxtil.

Nessa outra imagem, a inserção de tules junto ao recorte de um blaser.

Já na próxima imagem, um terno da coleção desenvolvida durante a pandemia. A ideia de reutilizar tecidos em estoque, surgiu quando a marca se viu com poucas opções de fornecedores em função da ausência de matéria-prima, e então utilizou a estamparia como recurso para a ressignificação do material.

Já nas próximas imagens de Victor and Rolff, um mosaico orgânico de diferentes tipos de tecidos, que formam uma nova superfície.


E o denim que é muito usado no desenvolvimento do upcycling, tem sua superfície totalmente reconstruída. Através do desenvolvimento de “fios” feitos a partir do próprio denim. Ronald van der Kemp trabalha muito bem a recriação de novas superfícies através do denim.


O ideal dos mundos, sempre é a escolha consciente de materiais. Isso quer dizer: comprar o que é necessário, sem gerar estoques desnecessários. Pois lembre-se: tecido parado é, também dinheiro parado.
Mas, se o erro aconteceu e o tecido está lá, parado, a única forma que temos que evitar o descarte é ressignificando esses materiais!
